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segunda-feira, maio 17, 2010

A complexa tarefa de Ser


Parei alguns minutos hoje para analisar minha personalidade ou caráter ou ambos... É um exercício que recomendo a todos tentarem por um instante, mas fazê-lo francamente é o resultado mais surpreendente.

A conclusão a que cheguei é mais complexa do que eu poderia imaginar, e ainda mais surpreendente apesar de eu estar pensando em mim mesma do que eu poderia sequer ponderar.

Para alguns aparento ser dura, para outros fria, para muitos mandona, para outros bobona, para alguns poucos até lerda.

A real beleza de ser você mesmo se encontra nessa complexidade e mistura de dualismos, dialéticas e até mesmo antagonismos, tudo junto, misturado, entrelaçado nessa identidade humana a qual recebe um desígnio, um som chamado de nome desde que nasceu. Essa criatura que vos escreve responde por Joyce, que em latim significa mulher feliz, alegre. Alguns diriam que tenho o nome certo.

Há alguns anos atrás eu era bastante dura, com tudo e com todos em todas as circunstâncias, sempre fui a representante da minha classe na escola, mas não por ser a mais inteligente ou a mais bonita ou a mais gorda, mas por ser a "chefe". Sempre comandei tudo, sempre tive tudo e todos sob meu controle, e realmente não era uma pessoa muito agradável, até que um dia, uma amiga minha inocentemente me fez uma pergunta que acrescentou um quê a mais em mim e me fez abrir os olhos para o que eu fazia comigo mesma e com os demais ao meu redor: "Por que você é tão mal humorada?".

Afinal, porque eu era tão mau humorada aos meus 14 anos de idade? Inicialmente eu tentei colocar a culpa na minha mãe, que sempre discutiu muito comigo e me ouviu muito pouco, mas foi então que percebi que eu não precisava ser igual àquela imagem que eu tinha de minha mãe, eu poderia ser melhor, era só mudar, tão simples...

Foi então que a minha vida pareceu tão mais leve. Eu sorria, brincava, me divertia e multipliquei amigos como nunca havia feito antes.

Essa foi a minha primeira de muitas transformações. Eu não mudei nada, só acrescentei.

Tenho amigos que me veem como um ser dotado de inteligência extrema, mas eu juro a todos que não sou nenhuma Einstein, apenas uma "average", nada além disso.

Ao mesmo tempo que sou dotada de um raciocínio bastante rápido e lógico eu sou inocente, acredito nas pessoas, ao mesmo tempo em que desacredito, e sou extremamente desatenta ao mesmo tempo que sou atenta.

Eu sou dura nas minhas afirmações e extremamente franca ao mesmo tempo que procuro ser flexível em minhas ponderações.

Tento ao máximo fazer com os demais o que eu gostaria que fizessem comigo, faço de tudo para ajudar aqueles que confiam em mim e que tem a minha confiança.

Uma general de coração mole, como minha amiga costumava dizer. Ela enxergava isso.

Uma sonhadora com os pés no chão.

Por vezes eu me sinto perdida nesse mundo, não sei para onde devo ir, mas percebo que a cada dia que passa, eu lembro mais o que tenho que fazer. Me lembro o que deveria fazer, o que tenho que fazer e o que certamente farei algum dia.

Eu sei que existem muito mais respostas do que eu imagino dentro de mim mesma, as quais eu ainda não me lembro, mas elas estão lá, só esperando o momento certo para virem à tona, o momento certo para que as revelações me cheguem como lembranças, essas que me parecerão a primeira vista como um sonho, e depois como memória e enfim, como uma verdade.

Mais complexidade do que eu imaginei. Jesus disse que Deus está dentro de todos nós, o que de certa forma nos torna Deus. Deuses é o que somos... mas não confunda a mensagem, porque ele é único, logo nós somos únicos... um único ser formado por vários, como um animal formado por várias células, onde aquelas que fazem o mal são chamadas de câncer.

Não quero ser um câncer na vida de ninguém, mas sei que existirá aqueles que certamente não resistirão em ser focos de câncer em minha vida, como já existiram, e ainda virão mais.

Seres complexos somos nós... Essa Joyce aqui é forte, fraca, dura, flexível, inteligente, ingênua, boba, mole, sagaz, feliz, vívida, intensa e cega. Tudo dentro de minhas dualidades, dialéticas, contradições, realidades e escapismos.

Apesar das várias facetas há um adjetivo que não me pertence! Não sou falsa apesar da complexidade, pois não tramo pelas costas de ninguém.

Bom exercício!

terça-feira, março 09, 2010

Imagem

Comentários aqui ->


Eu tinha acabado de tomar banho e colocado uma roupa confortavel quando resolvi ligar a tv para ver o que tava passando. Pra minha surpresa a tv estava no Disney Chanel dando um filme que eu nem sei o nome, mas os 10 minutos que eu prestei atenção nele me fez começar a divagar a respeito da nossa imagem.

Sabe, bem ou mal, querendo ou não, cada um tem uma imagem perante os demais. É muito difícil as pessoas te conhecerem de verdade, a gente sempre julga sem saber, até mesmo inconscientemente.

Eu sempre gostei de analisar a imagem das pessoas, mas eu fazia isso por pura diversão e nem ficava compartilhando minhas conclusões, na escola eu tinha um caderninho que eu anotava coisas que eu pensava, escrevia tudo o que me vinha à mente, daí um dia algum ser sem respeito pegou esse caderno, leu e saiu espalhando muitas coisas pras pessoas e até contorcendo muitas.

Bem, virei a bitch da sala por um tempo huahuahuahuahua. Mas sempre fui muito indepente e me virei direitinho naquele último ano do colegial.

Ano passado na faculdade eu comecei a falar com algumas pessoas que nunca tinha falado antes, porque comecei a frequentar as festas promovidas pelo curso depois do término do meu namoro e vi a moral que eu não sabia que eu tinha! HAHAHAHA

Todos sabem que depois de um certo nível de álcool, o ácool entra mais e a verdade sai cada vez mais, proporcionalmente à esse nível de álcool.

Bem eu estava lá com minhas amigas e vi uma briga rolar, fui lá ver e depois de tudo mais calmo um dos meninos da minha sala que eu não curtia muito por atrapalhar muito a aula falando muito alto e desrespeitando muitas vezes os professores veio falar comigo gentilmente, logo chegou seu amiguinho (que eu realmente não gostava, ainda mais do que ele) com a namorada e disse pra menina "amor essa aqui é uma das meninas mais inteligentes da minha sala, ela é mó responsa". BEM, MINHA CARA CAIU! Mas eu gostei de saber que as pessoas apesar de tudo tinham uma boa impressão de mim.

Nessa mesma festa, um outro rapaz da minha sala, já bem alcoolizado discutiu com o manobrista do estacionamento alegando que este tinha perdido a chave de seu carro, quando ele me viu parou de falar alto e se conteve mais.

Dias depois este mesmo rapaz veio falar comigo e me confessou que sentiu vergonha de perceber que eu presenciei aquele momento dele.

Foi ele também que com o passardo tempo disse que me achava uma "nerd fechadona".

Não, não o matei.. rs. Na verdade eu dei risada. Achei interessante ver a imagem que as pessoas tinham de mim.

Uma vez em São Paulo, um australiano que conheci lá falou que eu parecia ser a mãezona da turma porque eu cuidava de todo mundo direitinho.

Apesar dos apesares eu achei tudo muito engraçado e voltou a me interessar essa divagação a respeito da imagem que nós temos, que é bastante importante às vezes, quando não usada futilmnete.

Se tivessem me chamado de fútil, de barbie, eu não teria gostado, mas as pessoas me enxergam como uma pessoa forte e "nerd" rs...

Não me importo de que me enxerguem como uma pessoa fechada, talvez eu seja para quem não conheço. Uma das minhas melhores amigas 3 anos atrás morria de medo de falar comigo, e agora a gente não desgruda, e ela mesmo já me disse que eu sou diferente do que eu aparento.

Dessa forma eu acho que deveria terminar esse post com o seguinte conselho: cuidado com a imagem que você passa para as pessoas, ela pode trabalhar a seu favor e também contra você mesmo! =)

Um dia eu divago mais a respeito porque eu vou lá cuidar de um dos meus filhos =P

OPS, amigos.. uhahuhuahuahuauhahu

sexta-feira, março 06, 2009

Devaneando parte1




Acerca das iscas de peixe



Isca de peixe é muito bom *-*
Em todo caso, conversando com um amigo percebi o que há por trás das iscas de peixe!
Em inglês são chamadas de fish fingers 

QUÊ? PEIXE TEM DEDO?



Repetindo: 

Isca de peixe = Fish fingers



O que significa que SIM, peixes têm dedos!
Dessa forma, se peixes tem dedos e a comida se chama isca de peixe, por ser isca os peixes comem os PRÓPRIOS DEDOS!



QUE HORROOOOOOR!!!!!!!!!!


CANIBAAAAISSSS!!!!

Adoooooooro isca de peixe!

Fish Fingers' Sandwich

sábado, fevereiro 21, 2009

Teorizando


Fazia tempo que eu não divagava por escrito (se é que tal coisa é possível). Numa era onde as pessoas simplesmente se recusam a pensar, às vezes se sinto 1 em 1 milão e quase que totalmente incompreendida.

É tão frustrante quando você se desdobra tanto para explicar uma linha de raciocínio a respeito de qualquer coisa que seja e o ser é tão mente fechada que ainda não consegue compreender a complexa simplicidade de um pensamento produzido por alguém que nem é um PhD, filósofo, sociólogo. Que não passa de um simples teórico em coisa alguma, a não ser em fatos, pensamentos... fatos tão corriqueiros da vida.

Mesmo assim, não vou parar de pensar e teorizar. Afinal de contas mente aberta não é defeito, mas qualidade.

Te aconselho a fazer o mesmo.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Até que ponto somos substituíveis?


O mundo atual anda tão caótico e cada vez mais contraditório. Ao mesmo tempo que você faz o máximo para se destacar, aperfeiçoar, iveste em você em busca dos ditos e famigerados diferenciais, você se torna simplesmente subsituível.

Eu já ouvi ameaças de substituições... "se não se enquadrar eu vou demitir nego e contratar alguém que faça do meu jeito...". Onde se encontra aquela história de cooperação, comprometimento...? Me diz como as pessoas podem se empenhar sob tal ameaça?

Meu chefe um dia me chamou de lado e disse que eu estava lá por merecimento, que eu passei no teste de qualificação, mas poucos dias depois ameaçou todos no escritório, todos...

Eu duvido que ele consiga encontrar pessoas com as mesmas qualidades que todos nós lá. Talvez pessoas mais competentes ou menos competentes ou mais criativas, ou menos criativas etc, etc... mas cada ser humano é único e eu acredito que com a injeção de ânimo certa todos rendem além das espectativas.

Eu sou substituivel para ele... sou estagiária... porém a estagiária que botou odem na bagunça que estava o quadro de estatísticas dele e que deu mais idéias do que outras pessoas que trabalham a muito mais tempo lá, me comunico melhor que utras pessoas que trabalham lá, falo idiomas melhor que outras que trabalham lá, e essas pessoas tem qualidades melhores do que a miha também, lógico!

Até que ponto se subistitui alguém? Até que ponto se descarta alguém?

Eu acredito que nem todos são substituiveis... mas que todos são atribuíveis....

sexta-feira, janeiro 23, 2009

From hell....



Até que ponto vale a pena manter seus funcionários no cabresto?

Vamos aos fatos, todos sabem que manter os funcionários estressados e sob pressão psicológica só fazem render menos à empresa.

Tomemos como exemplo a Google. Os funcionários da Google não usam uniformes e nem são obrigados a se vestirem em trages sociais. Aqueles principalmente que não lidam com o público tem horários a cumprir, mas o resto pode entrar e sair no horário que quiser, porém têm metas a cumprir mensalmente, dessa forma, contanto que você mantenha todas as tuas metas no trabalho, pode sair às 11 da manhã e voltar pra casa ou chegar às 3 da tarde.

Convenhamos que a Google é a empresa de maior sucesso no momento quase dando na cara da Microsoft, Bill Gates mesmo já disse que vive com um olho na Google pois ela pode tomar domínios da Microsoft em minutos. Isso mostra que o rendimento dos empregados não diminui com uma certa liberdade, porque você nunca é 100% livre, os caras da google podem fazer os horários deles, mas se não trabalharem ele vão ficar desempregados, as metas estão lá para isso.

Tá certo que lembra o tal do Ócio Criativo de Domenico de Masi (esse eu sou fã, sociólogo muito bom!), mas funciona muito bem!


Agora, vamos ver como funcionam as empresas aqui no Brasil... Na maioria das vezes o acesso à internet é restrito, você ganha muito mal, se estressa demais, sempre tem um cara buzinando na sua orelha, não pode chegar nem 5 minutos atrasado que ouve graça e seu trabalho nunca está bom! Acho que sabemos o porque não rendemos assim tão bem...

Eu trabalho numa empresa pequena, a internet não é restrita, não tem senha nem nada mass.... tenta mandar um e-mail pra sua mãe, pesquisar na lista telefônica, abrir google ou qualquer outra coisa do gênero pra você ver só!

Hoje meu chefe chamou a antenção do escritório inteiro porque duas funcionárias estavam se falando via skype durante a manhã (chat, não voz), outra mandou e-mail para mãe, outra pro namorado, outra estava no google procurando uma informação e durante um momento de descontração falamos sobre the sims. parece um pouco demais, chocante... ohhh, mas não necessáriamente. O rendimento lá não deixa a desejar para ninguém, estamos à frente de muitos concorrentes, terminamos sempre o trabalho bem feito e nunca temos reclamações, só elogios. Acredito que ele não deveria se importar de alguém atendendo uma ligação da mãe, mandando mensagem no celular para um amigo ou qualquer outra coisa, mesmo porque isso não é todas as horas do dia, todos lá trabalham bem, ninguém é folgado e fica ignorando trabalho e o rendimento não é baixo.

Eu mesmo mandava um e-mail para minha mãe explicando uma coisa sobre o boleto bancário do meu curso de tradução e quando ele veio me acusar de estar brincando na internet quando ele chegou e falei isso ele me responde "se fosse importante você teria continuado". Agora se eu não tivesse fechado a janela ele teria falado um monte da mesma forma! E como ele sempre pesa com essas coisinhas eu fechei mesmo, ou ele ia parar pra ler o que eu estava escrevendo!

O melhor de tudo é que assim que respondi a pergunta dele ele vem "E quem é que manda nessa merda aqui?"

De verdade eu senti vontade de levantar e falar "beleza eu me demito, to saindo". Não vou me estressar por conta dele, não quero me estressar por conta dele, se ele perdeu todos os fios de cabelo da cabeça por ser nervoso o problema não é meu, mas eu rendo muito bem lá, sou quem fala inglês melhor, que tem melhor vocabulário e gramática, refiz todas aquelas estatísticas e deixei tudo sem erros, faço os trabalhos rápido, mando tudo na hora certa pros caras e ele vem me proibir de falar com a minha mãe no telefone e de ocasionalmente mandar um e-mail pro meu namorado que nem nesse país mora?

Olha eu não to afim de casar com 40 anos nem de ter filhos aos 70, e nem de começar a aproveitar a vida aos 80. Há dias que precisamos de uma válvula de escape pra não explodir com a pressão, manter todos sob mais pressão arruina tudo, a atenção cai, os erros aumentam...

Pois eu acho que deveríamos pregar o tal ócio criativo. A gente poderia ter liberdade de usar nossos e-mails e de vez em quando atender a mãe ou a um amigo combinando um lugar pra almoçar.

Meu chefe pode ser uma pessoa legal, brincar e tudo, mas essa mania controladora dele deixa a gente num clima horroroso, terça veira voltei do escritório às 9 da noite por conta de um "projeto" que nem deu certo, foi enterrada pela empresa que temos parceria, e eu não fiz nada lá, não ganhei nada por isso, só dor de cabeça, com a minha mãe me ligando e meu namorado reclamando via celular.

Sabe eu já me empenhei bastante no trabalho, cheguei mais cedo, saí mais tarde, encolhi horário de almoço, briguei com família, dispensei amigos. Poxa eu quero ter uma vida, fazer de tudo pelo trabalho pra no fim das contar levar uma paulada na cabeça por falar no telefone e mandar um e-mail?

Acho que na verdade ele não preza muitos os funcionário, por isso que tem uma rotatividade alta lá. Ele pode ter certeza que eu não vou durar muito lá, passado Fevereiro, que foi o combinado entre nós, de eu não sair antes de fevereiro por conta da reunião dele em Dubai, ele pode ter certeza que eu não vou estar mais lá, estou procurando outro lugar.

Sei que nas outras empresas eu não vou ter a mesma liberdade da Google, mas eu sei que eu ou poder enviar um e-mail pra minha mãe ou pro meu namorado ocasionalmente ou atendê-los no telefone não é mesmo? E quem sabe ganhar mais, porque tanto stress assim por 400 reais por mês não ta valendo a pena mesmo...

Eu tenho um super tempo ocioso, as vezes termino o trabalho do dia em 1 hora.. e o resto do dia? Fingir que trabalha e não poder mandar nem 1 e-mail pra alguém? Fala sério... algum lugar tem q ter um trabalho que a gente tenha um equilíbrio...

Bom, enquanto ainda não trabalho na Google (ahUAHuahUA sooonha), vou me virando aqui, mas num lugar que não me estressem tanto por coisas tão fúteis.




domingo, janeiro 18, 2009

Filosofia do dia II


Tsunamis são ruins, mas se você tiver uma prancha de surf pode ser MARA!

Tsunamis are bad, but if you've got a surfing board it can be GREAT!

(alguém me faz parar de escrever hoje pelamordedeus!!!)

Já aconteceu contigo?

Estar fazendo alguma coisa ou simplesmente tentando dormir ou qualuer outra coisa, vem um texto na sa mente, muito bom, brilhante mas você depois que pega tudo pra escvrever, passar tud aquilo pro papel, simplesmente esquece?

Acabou de acontecer isso comigo... da uma raiva ¬¬'

Só queria explicitar isso aqui, de repente um dia o texto volta não é verdade?
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Has it ever happened with you?

To be doing anything or simply trying to sleep or any other thing else and a text strikes your head, a very good one, brilliant, but straight after, when you get everything to write, to put all that in the paper, you simply forget?


It has just happened to me... I feel so pissed off ¬¬'

Just wanted to explicit it here, maybe, some day, the text comes back, doesn't it?


quinta-feira, janeiro 01, 2009

sábado, setembro 06, 2008

Deu Vontade


Nem sei mais o que eu estava fazendo, só sei que batei aquela vontade e comecei a cantar...

"A Spoonful of sugar helps the medicine go down, the medicine go down-own, the medicine go down..."

Me lembrei de repente o quanto minha infância foi feliz assistindo Mary Poppins na TV. Meu pai tinha numa fita e eu sempre que podia assistia e adorava todas as músicas, simplesmente porque Julie Andrews no papel de Mary Poppins é Supercalifragilicexpiralidocious!

The Perfect Nanny... eu sempre pedia uma colher de açúcar no remédio pra ajudar a descer...

Deu vontade também de rever Mary Poppins. De rever aquela moça linda voando com um guarda-chuva e tirando tudo de possível e imaginário da bolsa.

Sabe, eu tive uma infância gostosa apesar dos apesares. Apesar de decorrentes tragédias eu brinquei na rua, eu assisti desenhos bonitos, eu fui saldável, eu brinquei e interagi com muitas coisas saudáveis tanto pro corpo, quanto pra mente.

Só que as crianças de hoje nem sabem quem é Mary Poppins. E se você ler o livro pra elas, nem vão achar divertido porque não tem explosões, não tem carros, não tem armas.. e nem é video game. E se você mostrar o filme essas mesmas crianças vão falar que é horrível, que o filme é velho e chato, justamente por não ter os efeitos especiais que tanto gostam.

Sabe, deu vontade de escrever. Deu vontade de falar o quão aculturadas estão nossas crianças, o quão obtusas e o quão não saudáveis está sendo a infância delas.

Quando eu era criança, Mary Poppins pra mim era diversão, só depois que entendi que era um clássico.



(Ainda tento arrumar o quarto assim de vez em quando, mas acho que só funciona quando ela tá junto =/)

Os tempos mudaram e olha que eu tenho apenas 21 anos. Eu tive uma infância feliz, onde os clássicos ainda tinham conteúdo, entretiam o público com coisas leves e nobres e gostosas de ver, hoje os clássicos são o oposto. Os clássicos da geração 2000 serão apenas vertentes de "Rebeldes", e nossos clássicos irão quase que imediatamente pro lixo.

'Há 14 anos atrás virei pra minha mãe e disse: "Mãe, eu não quero mais crescer" e ela disse que essas coisas simplesmente acontecem, mas eu ainda tinha esperança que o Peter Pan viria me buscar uma noite e então eu não ia mais precisar crescer... só que ele ainda não veio... porque eu não morava em Londres como a Wendy...'

sexta-feira, abril 20, 2007

Friendship?



I am afraid, I don't much trust people anymore.

I just want to be myself and keep calm on my love's arms, just falling asleep and not worring about the world and all its problems.



Minha mente: um turbilhão de idéias, muitas delas agressivas a respeito de pessoas que um dia eu realmente amei.

A definição realmente não mudou muito do que a minha mente realmente costuma ser. Um extremo turbilhão de idéias, meu único trabalho é organizá-las e colocá-las para funcionar. A diferença é que não costumo ter pensamentos tão fortes e agressivos contra alguém que já realmente consideirei e muito. Acho que ainda considero.

Não acredito que uma amizade realmente sólida e construída durante anos possa ser tão frágil, pelo menos não no meu ponto de vista. A amizade verdadeira supera muito, mas isso apenas acontece quando ambas as partes estão dispostas a superar os problemas. Não é o que vem acontecendo em minha vida.

I just have mixed feelings about it. Nothing is purely good or bad.

Talvez a ausência venha mostrar a verdadeira face oculta em tantos anos de consideração mútua (?). O tempo dirá a verdadeira razão.

Para mim, amizade é um sentimento extremo e forte, onde os abalos são inevitáveis mas as rupturas só são fáceis se essa amizade não é forte, se não há um grande grau de consideração entre as partes.

NÃO HÁ UM GRAU DE CONSIDERAÇÃO ENTRE AS PARTES.

Quando há essa consideração mútua, saídas são facilmente econtradas e os problemas superados. Os problemas não estão sendo superados... Uma das partes tenta, mas a outra não está disposta.

Acabou...

I am afraid, sir, I can't do anythi
ng else.
I am just a little person in this wild world, with all this strange and weird people.
I just want to see and live beautiful things.
I just want to be myself and be happy.
On my beloved's arms.
I just want to live my life and be myself.



quinta-feira, abril 12, 2007

Relatividade Temporal



Tempo, do latim tempus: duração limitada, por oposição à ideia de eternidade; período; época; sucessão de anos, dias, horas, momentos, que envolve, para o homem, a noção de presente, passado e futuro; meio indefinido onde se desenrolam, irreversivelmente, as existências na sua mutação, os acontecimentos e os fenômenos na sua sucessão; certo período determinado em que decorre um facto ou vive uma personagem; oportunidade; ensejo; estação ou ocasião própria; prazo; duração; estado atmosférico;
Uma criação do homem. O tempo não existe. As horas são contadas em minutos que são contados em segundos que são contados em milésimos de segundos que são contados em? Toda essa farsa de tempo move o mundo, o mundo não tempo para esperar ao mesmo tempo que quer mais tempo para realizar mais coisas quando na verdade esse tempo não existe. A Terra apenas gira e escurece e enclarece, só isso e nada mais, nem a divisão de dias nós temos. Meses, anos... nada. Tudo é eterno. Tudo é limitado.
A existência humana está presente há milhões de anos, mas como pode-se dizer que estamos nesta superfície há milhões de anos se na verdade o tempo foi inventado antes de nossos descendentes pudessem tentar entender o que é o tempo?




Sabendo então que esse tempo éuma invenção do homem e que, já que a sociedade o segue desde a antiguidade, vem o preconceito em relação ao tempo. As pessoas não gostam das coisas que existem a um certo tempo,pois esta são tidas como velhas. Ser velho é o que existe a mais tempo, sendo assim as pessoas também podem ser velhas em relação a outras e assim então serão odiadas por outraspor serem velhas. Será que é justo considerar o tempo dessa forma? O preconceito com relação ao tanto de existência que determinado objeto, animal ou pessoa possui?

Partindo para o lado pessoal. Sofro essa discriminação quando as pessoas percebem que meu namorado é mais "velho". "Ele é muito mais velho do que você, porque não proucura algo mais normal?". Nada na vida é normal. Normal é tudo o que a sociedade segue como um padrão, mas isso não significa que todos nós devemos seguir este padrão. Não quero uma pessoa de 20 anos eu quero ele com todos os 55 aos 200 anos que tiver, pois o tempo não existe. Se existe, qual é a patente dele? Quero saber quem o inventou. Todos nós deveríamos estar pagando a família desse inventor por usarmos a invensão dele todos os dias, minutos, segundos, milésimos de nossa existência para todo e qualquer uso.




Eu não acredito no tempo. Não me intereça quantos minutos eu sou mais velha que meu óculos. Se são 8 ou 8.000 minutos ou mais, muito mais. E isso pouco importa em relação as pessoas então, já que são humanos também e são mais novas em relação a outras pessoas.



Eu não acredito no tempo mas sou escrava dele. Fiz uma escolha, a de viver em sociedade, e isso significa que preciso seguir algumas regras e uma delas é o tempo, essa coisa que por algum motivo eu não acredito.


Só queria ter mais tempo para poder pensar e fazer as coisas como devem ser feitas. Porque então não os espandimos e formamos um tempo mais justo?





terça-feira, março 20, 2007

Esperto?



Eu Gostaria de saber com que finalidade Deus faz uma pessoa com muito senso de justiça mas não coloca em suas mãos os poderes necessários para executá-la da maneira certa, rápida e eficaz.

Partindo diretamente para o pessoal, eu abomino esse tipo de coisa. Pessoas que se julgam espertas o suficiente para se beneficiar de algo que na realidade não lhes pertence. Infelizmente muitas vezes as pessoas olham isso como um ponto positivo - "Ah o Fulano é realmente muito esperto, aproveita as oportunidades que lhe aparecem!" - mas isso não é verdade. Esse Fulano vai acabar por se precipitar e com certeza, essa posição que lhe foi dada "merecidamente" vai lhe causar algum tipo de transtorno pois como ele chegou lá "por capacidade própria e merecimento" certamente possui todos conhecimentos necessários para que determinada situação seja discutida sem problemas em cima do foco do problema dado.

Agora vem o problema. Ele não sabe. Não sabe o que fazer, tomou participação naquilo sem ser chamado, foi o esperto, não sabe de nada, mas agora está sendo cobrado por aquilo. Cobrado por algo que não fez e não sabe como resolver.

Como bem mostra Miranda, pessoas competentes não precisam aclamar por atenção, elas chamam a atenção mesmo sem querer, pois são competentes. Logicamente isso também desperta muita inveja da parte dos incompetentes, estes que logo ficarão sem suas atuais posições ou lá permanecerão por conta de alguma considereação mesquinha ou por pura pena. Jogados de lado como bonecos inúteis e defeituosos. Máquinas obsoletas de uma indústria que não as descarta por querer montar um museu de peças antigas ou com a esperança de vendê-las a outra indústria com um porte inferior onde esta máquina possa trabalhar com menos problemas.

Se eu pudesse jogar essas máquinas fora eu estaria realmente muito feliz por fazer minha indústria andar no caminho do progresso tendo apenas máquinas que produzem de verdade de alguma forma, porém não sou a proprietária, não tenho o dito direito potestativo para tal coisa. Mas enquanto a hora dessa máquina ser descartada não chega, sento e observo seu desempenho no iminente fracasso.

Como dizem por aí, a Justiça tarda, mas não falha. Talvez esse seja o caso. Analisar para agir na hora certa, da forma certa.



Não vejo para poder ouvir e pensar a respeito dos fatos com maior facilidade. Não vejo para que não possas me enganar com tua cara de inocente.
Minha balança me diz o lado certo e o lado errado. Teu caráter, por ela é julgado.
E por minha espada a Justiça será feita. Doa a quem doer.
Sou Themis e Sou Diké.

quarta-feira, março 14, 2007

What about being Miranda?



Eu estava mais uma vez assistido "O diabo veste Prada" mais uma vez e percebi quanto o filme me da força. Aqueles que não me conhecem não sabem ou não conseguem ver, mas eu tenho muito de Miranda Priestly dentro de mim e isso nem sempre é de todo mal, já que ela é supostamente a vilã do filme.

Eu não tenho a força da Miranda, nem sou completamente Miranda (Quem dera eu ter todas aquelas roupas lindas), Miranda é simplesmente um personagem que faz com que eu me auto afirme e com que eu ganhe mais força dentro de mim mesma diante dos desafios que a vida me impõe. Ela faz tudo isso acontecer em mim, e o principal - Ela não deixe com que eu me abale na frente dos outros como eu normalmente faria.

Sair chorando, gritando que nem uma louca? Não, eu guardo para mim mesma. Eu quero sempre mais, eu exijo mais das pessoas e de mim mesma o máximo não é o bastante.


Acontece que não sou chefe de ninguém a não ser da minha própria consciência e dos meus alunos talvez. Não quero que as pessoas façam o que elas não gostam, se não gosta de fazer isso apenas saia e dê lugar para quem gosta. Essa é a filosofia certa. Se você não quer fazer, pode ter certeza que alguém quer fazer e que esse alguém pode fazer muito melhor do que você que simplesmente não gosta e, não quer fazer isso.

Na atulidade da minha particularidade eu estou sendo constantemente forçada a fazer coisas que estão um pouquinho fora do meu controle, mas a Miranda faria tudo isso. Miranda é editora chefe da Runway sem ter nenhum curso superior. Chegou onde chegou aprendendo na prática. Não nasceu rica, nasceu em lugarzinho pobre da Inglaterra e ganhou o mundo trabalhando e dando duro, aprendendo.


Um modelo calvinista? Talvez, levando em consideração que ela trabalha feito uma condenada, qua a vida dela é o trabalho em si, mas não generalize pois ela gasta o dinheiro dela no que ela bem entende, sendo futilidade ou não.

Miranda é um ícone que eu vou seguir. As pessoas tentando abusar de mim ou não. Pois eu sou Miranda Priestly sim. Custe o que custar. E nada consegue me derrubar, nem mesmo Miranda.